quinta-feira, 23 de março de 2017

Volta às aulas segue com problemas nas escolas da rede municipal em Coelho Neto

  Apesar de início do ano letivo já tendo acontecido, as escolas da rede municipal de ensino em Coelho Neto continuam passando por diversos problemas.

Ao que tudo indica a Secretaria de Educação não deu conta de se planejar nos dois meses que antecederam o início do ano letivo e o resultado é o próprio caos. Nessas três primeiras semanas de aulas, os problemas se refletem em quase todas as unidades de ensino e a reclamação é geral.
Américo de Sousa, prefeito de Coelho Neto. 

O primeiro problema se deu com o anúncio de reforma completa de 03 (três) escolas, quando o governo sequer tinha noção para onde remanejaria esses alunos. A coisa foi tão mal feita, que acabaram escolhendo um dos prédios sem qualquer acessibilidade para crianças e foram obrigados a recuar, graças a pressão que os pais fizeram.

Outra denúncia diz respeito a falta de professores. Tem escolas funcionando com menos de 50% destes profissionais e há depoimentos de alunos que tem ido na escola para assistir apenas uma aula. Para justificar o fato, o líder do governo Luiz Ramos chegou a usar a tribuna e dizer que a cidade tinha um déficit para cobrir essas vagas, o que é uma grande inverdade, a menos que queiram uma desculpa para importar professores de outras cidades.

Um outro problema diz respeito a falta de merenda escolar. A desorganização do setor de licitação que chegou a cancelar 7 editais de uma vez só, perdeu o prazo de fazer o processo em tempo hábil como aconteceu na maioria das cidades. E o resultado é que nem a homologação da licitação foi publicado ainda, o que leva a crer que a merenda ainda deve demorar.

Curiosamente esses pontos foram alvo de muitas críticas pelo então apresentador de programa de rádio Américo de Sousa em governos anteriores, quando utilizava os microfones da rádio para cobrar onde estava os recursos da educação, que brigava pela falta de merenda e que cobrava a presença de todos os professores nas escolas.

Hoje sentando na cadeira na cadeira de prefeito, nem conseguiu contornar a situação, como em muitos casos o quadro está bem pior do que seus antecessores. E a desculpa de sua “tropa de choque” é sempre se comparar ao governo anterior: mas não foram eleitos para fazer diferente? Não era um governo de mudança?
Mudou ou não mudou?

BLOG DO SAMUEL BASTOS.


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