LEIDE TUR

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sexta-feira, 1 de junho de 2018

O CANTOR BALTHAZAR E SEUS SUCESSOS INESQUECÍVEIS


Balthazar é dono de uma potente voz e intérprete singular. Não fosse o equívoco recorrente no seu repertório, poderia figurar entre os maiores do Brasil. Sua carreira tem desenvoltura bastante interessante, basta lembrar que ele começou cantando rock com Raul Seixas, Serguei e outros. Entre as dificuldades que enfrentou para deslanchar como roqueiro, preferiu a estrada fácil da música popular e seu consumo intenso. E se deu bem. O país inteiro, um dia já cantou os sucessos de Balthazar. Quem não se lembra das músicas Se Ainda Existe AmorSara e Carta de Amor? Verdadeiros hinos da década de 70.


Egresso do rock, Balthazar entra no mercado fonográfico encaixando-se na vaga que Evaldo Braga deixara na gravadora Phonogram com sua morte, em 31 de janeiro de 1973. O convite para Balthazar preencher a lacuna deixada pelo ídolo negro, veio do então diretor de produção da gravadora, Jairo Pires. Balthazar era amigo de Evaldo Braga e, apesar de ainda não ter gravado discos, sua voz era bastante elogiada pelos profissionais da área. 

Foi através do primeiro compacto, gravado em 1973, que Balthazar despontou para o sucesso comercial. A boa aceitação do público diante da música “Carta de Amor” (Balthazar) serviu de respaldo para que a gravadora avançasse para o passo seguinte: gravar imediatamente, o primeiro LP de Balthazar. Segundo os dados oferecidos pelo próprio cantor em 2005, o disco vendeu em seis meses a quantidade recorde de 1.500 mil cópias. Resultado suficiente para brecar qualquer temor da gravadora em relação ao sucesso do contratado.


A INJUSTIÇA QUE PERSEGUE OS ARTISTAS POPULARES
As coletâneas de sucessos de Balthazar estão disponíveis no mercado e vendem bem, mas até quando o público que gosta de artistas como Balthazar, terá que se contentar com as tais coletâneas, que enriquecem as gravadoras e desampara os artistas? Por que não fazer uma homenagem justa para o artista, fazendo um contrato por obra, gravando um disco atual? Seria uma saída para prestigiar o público e principalmente o artista. Se as gravadoras esperam de cada artista que lançam, que eles vendam como Ivete Sangalo vende, vai esperar muito e sofrer a crise lamentando ou culpando a pirataria.

 Sugestão para as gravadoras detentoras dos direitos de artistas como Balthazar: freqüentar as feiras que acontecem em diversos pontos do país, pra comprovação do sucesso que os discos (LP) desses artistas fazem diante da procura do público. 

No Rio de Janeiro, na Praça XV, aos sábados, os senhores vão encontrar discos de Roberto Carlos a 1 Real, Tom Jobim a 3, Jorge Benjor a 5 e Balthazar a 45 Reais. Na faixa do preço que se paga por um Balthazar legítimo dos anos 70, estão os discos de Odair JoséDiana (quando aparece, pois seus discos, apesar da procura, raramente aparecem), Gilberto LemosRosemaryPerla e muitos outros. Sem falar no preço que acompanha os LPs de Waldick Soriano, vendidos até por 100 Reais. Na faixa de 1 Real, a que Roberto se encontra, estão os LPs de Gal GostaElis ReginaCaetanoGilBethâniaFagnerMarisa MonteTitãs e a turma toda dos anos 80. Quando não conseguem compradores, os vendedores abandonam, deixando-os jogados pelo chão (que vergonha para os vendedores). Em contrapartida, ninguém dá mole para os discos de Odair, Diana, Balthazar e Evaldo Braga.

Blog Música Popular do Brasil.

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