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segunda-feira, 11 de junho de 2018

Amostra e exposição da Balaiada no Congresso Nacional tem estrondosa repercussão.


A amostra e exposição da Guerra da Balaiada (1838-1841), revolta popular histórica, vêm fazendo o maior sucesso na Câmara Federal em Brasília.

 






Desde o dia 30 de maio, que a exposição no corredor de acesso ao plenário da Câmara, tem chamado à atenção de quem passa se tornando parada obrigatória, para ouvir a história bem contada pela historiadora Mercilene Torres, que tem sido um destaque à parte na exposição das comemorações dos 180 do movimento.

Não são poucos os que têm se rendido a linda exposição e termina conhecendo detalhes da Balaiada por todos os percursos inclusive relacionados ao município de Caxias. Muitas Pessoalidades da politica nacional entre deputados, senadores e ministros já prestigiaram a exposição.
Com essa iniciativa da prefeitura que contou com o apoio da Câmara federal, mas precisamente da 2ª vice-presidência através do titular do cargo deputado maranhense André Fufuca, não há como o turismo caxiense não evoluir.

 A Sessão solene desta quinta-feira, 07 de junho, coroou as comemorações dos 180 anos da Revolta popular mais famosa que se deu no Maranhão, com reflexo no Piauí.  

 A sessão solene contou com a presença de uma delegação vinda de Caxias, liderada pelo vice-prefeito Paulo Marinho Júnior que no ato representou o prefeito Fábio Gentil, e pelo secretário municipal de Cultura, Patrimônio Histórico, Esporte, Turismo e Juventude, Arthur Quirino.

Após a sessão os participantes do ato solene estiveram no corredor vendo de perto a exposição e a amostra dando bem mais ênfase à história.

A Balaiada

A Balaiada foi motivada pelo descontentamento geral no período regencial de 1838 a 1841, onde os escravos, vaqueiros, camponeses, a classe média e os próprios latifundiários estavam sentindo os reflexos da situação econômica crítica em que vivia o Maranhão naquele contexto.
O poder político era disputado por dois grupos da elite maranhense: os liberais exaltados, ou bem-te-vis, e os conservadores. Essa disputa resultou em confrontos sangrentos por todo o Maranhão. O conflito estourou em 1838, num confronto entre um dos partidários dos bem-te-vis, o vaqueiro Raimundo Gomes, e um político do grupo de fazendeiros conservadores. Aos poucos o movimento se espalhou pela província, que vivia uma situação de miséria.
Dentre os chefes da revolta estavam Raimundo Gomes (Cara Preta); Manoel Francisco dos Anjos Ferreira (Artesão – fazia cestos de vime e balaios) e Cosme (ex-escravo chefe de um quilombo). Negro Cosme, quando ocorreu a junção das diversas colunas de balaios na vila da Manga em março de 1839, levou para a revolta mais de 3.000 negros fugitivos.

Vale lembrar que a denominada a “Princesa do Sertão Maranhense” e berço de ilustres poetas e intelectuais brasileiros, a cidade de Caxias - distante 354 km de São Luís e com uma população de 161.137 habitantes, sendo considerada a quinta maior cidade do estado, protagonizou importantes acontecimentos da Guerra da balaiada.

Como a cidade de Caxias esteve no centro desta luta não há como falar da Balaiada sem não sem mencioná-la.

Com contribuições do Site da Câmara Federal. 

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