Na política, a gratidão raramente sobrevive quando os interesses mudam de endereço. O que ontem parecia aliança sólida, hoje se dissolve em gestos frios, ausências calculadas e novas companhias à mesa. Quando a ingratidão se instala, o medo costuma ser maior do que a felicidade que parte dos corações.
A política, que deveria ser instrumento de construção coletiva e esperança, frequentemente se revela injusta e ingrata. Aquilo que nasce como projeto acaba, não raras vezes, transformado em símbolo de desobediência, leniência e distanciamento do que realmente importa: a coerência.
Como escreveu Nicolau Maquiavel, em O Príncipe:
“Os homens esquecem mais rapidamente a morte do pai do que a perda do patrimônio.”
Capítulo II – Um apoio público que não foi esquecido
Não é difícil recordar um episódio ainda recente da política local. Em meados de 2024, durante uma campanha não tão distante da memória do eleitor, o deputado estadual Catulé Júnior subiu em palcos, discursou e deixou clara sua posição. Em tom firme, ainda que visivelmente contrariado com setores do grupo da situação à época, declarou publicamente que Paulinho seria “o melhor para Caxias”.
A fala repercutiu. O gesto político foi interpretado como um movimento de coragem e ruptura momentânea, sinalizando confiança e expectativa de reciprocidade futura. Na política, gestos assim costumam criar laços – ou dívidas.
Capítulo III – Novos palcos, novas companhias
O tempo passou. E, agora, Paulinho surge em eventos públicos ao lado de outro pré-candidato: Gleydson Resende, atual prefeito de Barão de Grajaú. O cenário levanta questionamentos legítimos no meio político, sobretudo pelo contexto das articulações regionais e pela influência de lideranças estaduais.
Fonte : @caxiasonline_

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