quarta-feira, fevereiro 18, 2026

Jânio Quadros: o presidente que entrou com uma vassoura… e saiu com um bilhete 🧹✉️




Jânio da Silva Quadros nasceu em 1917 e construiu a própria imagem como se estivesse dirigindo um espetáculo. Advogado, professor, escritor… mas, acima de tudo, mestre da narrativa política.


Nos anos 1950, foi prefeito e governador de São Paulo. E aí veio o marketing antes do marketing existir: a vassoura 🧹

Promessa? “Varreção” geral na corrupção.

Discurso moralizador, tom dramático, gestos calculados. Ele não fazia política… ele performava política.


E funcionou. Em 31 de janeiro de 1961, tomou posse como o 22º presidente do Brasil. O homem da vassoura agora estava no Palácio do Planalto.


Só que aqui vem o momento novela das nove.


25 de agosto de 1961.

Sete meses depois.

Renúncia.


Assim. Do nada.


Na carta, falou em “forças terríveis” que o impediam de governar. O país ficou sem entender nada. Era estratégia? Ele acreditava que o povo iria às ruas implorar sua volta com mais poderes? Foi um erro monumental de cálculo político? Até hoje historiadores discutem.


O que se sabe é que a jogada abriu uma crise institucional gigantesca. O vice, João Goulart, assumiu sob forte resistência militar. A instabilidade cresceu. O clima azedou. E a história brasileira entrou numa espiral que desembocaria no golpe de 1964.


Mas segura a ironia histórica.


O político que construiu carreira inteira dizendo combater a corrupção também enfrentou acusações ao longo da trajetória. A vassoura virou símbolo poderoso… e também motivo de sarcasmo para adversários.


Ele tinha um estilo peculiar: decisões inesperadas, política externa independente que contrariava interesses tradicionais, discursos carregados de dramaticidade. Era imprevisível como roteiro de filme sem final revisado.


E como se nada tivesse acontecido, voltou décadas depois e foi eleito novamente prefeito de São Paulo em 1985, assumindo em 1986 pelo PTB. O homem simplesmente reapareceu na cena política como se o capítulo anterior fosse só intervalo comercial.


Morreu em 1992, deixando uma pergunta que ainda ecoa.


Na política, o que pesa mais: o tempo no poder… ou o impacto de sair no momento exato para virar lenda, polêmica e interrogação ao mesmo tempo? 

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