quinta-feira, agosto 20, 2026

Deputado Hélio Isaías primeiro vai de Ciro Nogueira e segundo de Júlio César




Não é mais secreto pra ninguém que o primeiro voto do deputado estadual Hélio Isaías, (@helioisaiaspi) PT é do Senador Ciro Nogueira, 111. Agora o Parlamentar  definiu o seu segundo voto, para o Senado em Júlio César (PSD). À imprensa, o parlamentar declarou ter feito tal escolha após ouvir lideranças locais da sua cidade, São Raimundo Nonato.


“Desde o início, nós colocamos no município de São Raimundo

Nonato que votaríamos no deputado Júlio César.

Aguardaríamos as outras lideranças que ele está apoiando pudessem se manitestar. Após a minha manitestação, alguma pessoas vieram colocar que estão ajudando Júlio César. Nós sempre nos colocamos à disposição para trabalhar junto com o grupo, com o Júlio, porque reconhecemos o seu trabalho pelo Estado”, disse.


Hélio Isaías já havia declarado apoio à reeleição do senador Ciro Nogueira (Progressistas), candidato pela oposição. Esse movimento também foi acompanhado pela esposa do parlamentar e ex-prefeita de São Raimundo Nonato, Carmelita

Castro (PV).


Com o apoio definido para Júlio César, o líder do PT na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) não apoiará o senador e também candidato à reeleição Marcelo Castro (MDB).

O posicionamento do deputado estadual Hélio Isaías e de sua esposa, a ex-prefeita de São Raimundo Nonato, ligados ao Palácio de Karnak , de escolher Ciro Nogueira, mostra que isso é uma tendência na atual conjuntura política e não um fato isolado. 

Isso é fruto do trabalho diário que Ciro Nogueira faz em Brasília em favor do Piauí. 



Vídeo: @ricardomoraisfotografia

Via @portaloitomeia




quarta-feira, agosto 19, 2026

Você conhece um pouco da história da cantora evangélica Cecília de Souza??

 


Cecília de Souza construiu uma trajetória de mais de cinco décadas na música pentecostal brasileira. Sua história está ligada à Assembleia de Deus em Santo André, São Paulo, onde ainda jovem participava da mocidade e desenvolvia seus talentos musicais.

Antes de se tornar conhecida como cantora, Cecília também atuava como instrumentista, tocando acordeom nos conjuntos da igreja. Foi nesse ambiente que sua vocação musical foi crescendo e ela passou a se dedicar também à composição.

Em 1975, iniciou sua trajetória fonográfica com o LP “Só Entra Lavado”, entrando para uma geração de cantoras que ajudaria a consolidar a música pentecostal brasileira.

Mas foi em 1979 que aconteceu o episódio que mudaria definitivamente sua história.

Naquele período, Cecília tinha 27 anos e ouviu uma pregação sobre o arrebatamento da Igreja. A mensagem ficou profundamente marcada em seu coração. Segundo seu próprio relato, passou a noite pensando naquilo que havia ouvido.

Na manhã de 22 de janeiro de 1979, em casa, pegou papel e lápis e começou a escrever. Chorando, compôs “Desapareceu um Povo”, letra e melodia que se tornariam o maior marco de sua carreira.

Cecília também relatou que, anos antes, havia recebido uma profecia de que Deus lhe daria um hino que seria cantado no Brasil e em outros países. Para ela, aquela composição representava o cumprimento daquela promessa.

“Desapareceu um Povo” foi gravada em 1979 e rapidamente se tornou a composição mais conhecida de Cecília.

A música apresentava uma narrativa sobre o arrebatamento: depois que o povo de Deus desaparece, aqueles que ficaram começam a procurar pelos irmãos da igreja. O dirigente não está mais ali, os obreiros desapareceram, a mocidade não está mais presente e até as crianças foram levadas.

A composição chamou atenção justamente por transformar uma mensagem sobre a volta de Cristo em uma história que o ouvinte conseguia imaginar.

O hino ultrapassou a carreira da própria Cecília e passou a ser regravado por outros cantores. Em algumas versões, também ficou conhecido como “Povo Barulhento”.

A música chegou a diferentes gerações e continuou sendo cantada décadas depois de sua gravação original. Entre os artistas que registraram a composição estão nomes conhecidos da música pentecostal, como Mara Lima, Shirley Carvalhaes e Alex Gonzaga.

A própria autoria de Cecília, porém, enfrentou problemas ao longo dos anos. A música circulou com diferentes títulos e houve episódios envolvendo o reconhecimento de sua autoria.

Ainda assim, a composição permaneceu associada ao seu nome e se tornou uma das obras mais lembradas da música pentecostal brasileira.

E Cecília não parou ali. 

Depois do sucesso de “Desapareceu um Povo”, Cecília continuou sua caminhada ministerial durante décadas.

Ela atravessou diferentes fases da música gospel, passando pela época dos LPs, dos CDs e posteriormente das plataformas digitais. Continuou gravando, compondo e viajando para participar de cultos, congressos e eventos pelo Brasil.

Seu repertório inclui outros hinos que também ficaram conhecidos entre os evangélicos, como “Não Se Pode Matar um Crente”, “Se a Cruz Falasse”, “Eu Sou o Teu Deus” e “Volta Filho Meu”.

Outro capítulo importante de sua carreira foi sua ligação musical com a cantora Jacira, com quem dividiu momentos e trabalhos que permanecem registrados entre os materiais da música gospel daquela geração.

Em 2005, mesmo depois de décadas de ministério, Cecília continuava produzindo. Naquele período, lançou os projetos “Desce Espírito Santo” e “Testemunho de Fé”, mostrando que sua carreira estava longe de ter terminado.

Também houve um episódio curioso e marcante: um boato sobre sua morte circulou entre igrejas pelo Brasil. A notícia era falsa, e Cecília continuou aparecendo publicamente e cumprindo sua agenda de ministrações.

Sua trajetória, portanto, não pode ser resumida ao sucesso de 1979. Ela permaneceu ativa por muitos anos e acompanhou as transformações da música cristã brasileira.

Mas, além da carreira, sua vida pessoal também passou por momentos importantes.

Na vida pessoal, Cecília foi casada durante muitos anos com o pastor Manoel Luiz, que, segundo os relatos sobre sua trajetória, também a acompanhava nas viagens e ministrações.

Em junho de 2021, ela enfrentou uma grande perda com o falecimento do marido, passando a viver uma nova fase de sua vida.

Mesmo depois de tantas décadas, Cecília não encerrou sua história na música.

Seu trabalho continuou sendo disponibilizado nas plataformas digitais, fazendo com que suas gravações antigas chegassem também a uma geração que não conheceu a época dos discos de vinil.

E é importante deixar claro: Cecília de Souza está viva. Existem registros recentes de sua participação em atividades da igreja e apresentações musicais, inclusive cantando novamente “Desapareceu um Povo”, a música que escreveu em 1979.

Em 2026, seu nome continua aparecendo em registros públicos relacionados ao meio gospel, mostrando que sua trajetória permanece ativa e que ela não é apenas uma lembrança da música pentecostal antiga.

Mais de cinco décadas depois do início de sua carreira, Cecília continua ligada à igreja, à música e à história do pentecostal brasileiro.

A jovem que começou tocando acordeom na mocidade da Assembleia de Deus acabou se tornando a autora de um dos hinos mais reconhecidos daquela geração e sua história continua sendo redescoberta por novas gerações.




Eliziane Gama, a Senadora de Lula no Maranhão



A caminhada de Eliziane Gama rumo à reeleição ao Senado ganha ainda mais força com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Identificada com o projeto político do governo federal e com as pautas defendidas pelo campo progressista, Eliziane busca consolidar sua imagem como uma das principais representantes do Maranhão no Congresso Nacional.


Com o lema “A Senadora do coração de Lula é 133”, a campanha reforça a proximidade política entre Eliziane e o presidente. O apoio de Lula é apresentado como um dos principais símbolos da candidatura e procura mobilizar a militância do PT e dos partidos aliados em torno de seu projeto eleitoral.


Ao longo de sua trajetória política, Eliziane Gama construiu uma atuação marcada pela presença em debates nacionais e pela defesa de pautas relacionadas às mulheres, aos direitos sociais, à educação, à saúde e ao desenvolvimento regional. No Senado, também passou a ocupar espaço de destaque em discussões de interesse do Maranhão e do Nordeste.


Para seus aliados, a candidatura representa a continuidade de uma atuação alinhada ao projeto político liderado por Lula. A estratégia eleitoral aposta justamente nessa conexão: Eliziane como a candidata ao Senado identificada com o presidente e com o Time de Lula no Maranhão.


A campanha também busca fortalecer a mobilização popular em torno do número 133, transformando a identificação com Lula em uma marca eleitoral. A mensagem é direta: para quem apoia o presidente e deseja manter no Senado uma representante alinhada ao seu projeto, o voto é em Eliziane Gama 133.


Neste momento de pré-campanha e construção de alianças, Eliziane procura ampliar sua presença nos municípios maranhenses, dialogando com lideranças políticas, movimentos sociais e eleitores. A aposta é transformar apoio político em força eleitoral e consolidar uma candidatura competitiva para uma das duas vagas ao Senado.


Com o respaldo das forças partidárias que integram sua aliança e a associação direta ao projeto nacional do presidente Lula, Eliziane Gama apresenta sua candidatura como uma opção de continuidade, representação e compromisso com o Maranhão.


Eliziane Gama 133 — a Senadora de Lula, a Senadora do povo e uma voz do Maranhão no Senado Federal.


PROPAGANDA ELEITORAL • COLIGAÇÃO BRASIL JUSTO, MARANHÃO GRANDE | PSB, FEDERAÇÃO BRASIL DA ESPERANÇA (PT/PC do B/PV) E FEDERAÇÃO PSOL REDE (PSOL/REDE) • CNPJ: 68.468.455/0001-70



Ciro Nogueira é titular do time da prefeita Ana Lina de Murici dos Portelas, nestas eleições

 


"Um time forte, unido e preparado para seguir trabalhando por Murici dos Portelas!


Quando existe união, compromisso e vontade de fazer a diferença, os resultados chegam para transformar a vida da nossa gente. É com esse espírito que seguimos construindo uma gestão cada vez mais presente e comprometida com o desenvolvimento do nosso município.


Uma equipe que acredita no trabalho conjunto, no diálogo e na força das parcerias para buscar melhorias e novas oportunidades.


Seguimos juntos, com determinação, responsabilidade e o olhar voltado para o futuro. 


Porque, quando o propósito é cuidar da nossa cidade e da nossa gente, trabalhar em equipe faz toda a diferença!," escreveu a prefeita de Murici dos Portelas, Ana Lina.


Ao apoiar e defender com todas suas forças a parceria institucional,  com o Senador Ciro Nogueira, que consolida uma aliança política autêntica a prefeita Ana Lina de Murici dos Portelas mostra que é grata, consistente em suas posições e constante. 

Parabéns prefeita, pela gestão que faz em Munici dos Portelas e por sua postura de caráter e firmeza. Isso é ser uma líder política que faz a diferença.


terça-feira, agosto 18, 2026

Laura Cardoso: uma vida inteira dedicada à arte e uma das maiores histórias da dramaturgia brasileira



A história de Laura Cardoso se confunde com a própria história da televisão brasileira. Durante mais de oito décadas, a atriz construiu uma trajetória marcada pelo talento, pela disciplina e por uma impressionante capacidade de se reinventar. Do rádio à televisão, passando pelo teatro e pelo cinema, Laura tornou-se uma das maiores referências da dramaturgia nacional.

Nascida Laurinda de Jesus Cardoso Balleroni, em 13 de setembro de 1927, no tradicional bairro do Bixiga, em São Paulo, Laura desde muito jovem demonstrava interesse pela arte. Filha de imigrantes portugueses, cresceu em uma família simples e começou a se aproximar do mundo da interpretação ainda na adolescência.

Aos 15 anos, em 1942, deu os primeiros passos profissionais no rádio, participando de radionovelas. Era uma época em que a televisão ainda nem existia no Brasil. O rádio era o grande veículo de comunicação e os atores precisavam usar principalmente a voz e a imaginação para conquistar o público.

Foi nesse ambiente que Laura começou a construir seu nome artístico e sua reputação como intérprete. Poucos anos depois, ela estaria entre os profissionais que ajudariam a construir a história da televisão brasileira.

Uma pioneira da televisão

Quando a televisão chegou ao Brasil, Laura Cardoso acompanhou praticamente desde o início essa transformação. Ela passou pela TV Tupi, uma das primeiras emissoras brasileiras, e participou de teleteatros, programas e novelas.

Sua carreira atravessou diferentes gerações e mudanças tecnológicas. Laura viu a televisão sair dos pequenos estúdios e chegar aos lares de milhões de brasileiros. Acompanhou a transformação das novelas, a chegada da televisão em cores e posteriormente a evolução das grandes produções.

Ao longo dos anos, trabalhou em diversas emissoras e, posteriormente, consolidou uma longa trajetória na TV Globo.

Em 1981, estreou na Globo na novela Brilhante. A partir daí, tornou-se uma presença constante nas produções da emissora.

Personagens inesquecíveis

Laura Cardoso tinha uma característica que poucos atores conseguiram alcançar: ela conseguia desaparecer dentro de seus personagens.

Sua interpretação não dependia apenas de grandes discursos. Muitas vezes, um olhar, um silêncio ou um pequeno gesto eram suficientes para transmitir sentimentos ao público.

Entre seus trabalhos mais lembrados estão personagens de novelas como Mulheres de Areia, A Viagem, Chocolate com Pimenta, Caminho das Índias, Sol Nascente e A Dona do Pedaço.

Em Mulheres de Areia, conquistou o público como Isaura. Em A Viagem, novamente mostrou sua força dramática. Anos depois, em Chocolate com Pimenta, alcançou uma nova geração de espectadores.

Esse é talvez um dos maiores méritos de sua carreira: Laura Cardoso conseguiu ser admirada por pessoas que nasceram décadas depois de ela iniciar sua profissão.

Uma atriz de várias gerações

A longevidade de Laura Cardoso impressiona não apenas pelo número de anos, mas pela relevância que manteve durante todo esse período.

Ela trabalhou com grandes nomes da dramaturgia brasileira e também com artistas que começaram suas carreiras décadas depois dela. Para muitos atores e atrizes, Laura era uma referência profissional, uma espécie de patrimônio vivo da televisão.

Sua carreira também ultrapassou as novelas. Laura atuou no teatro e no cinema, mostrando que sua força artística nunca esteve limitada a um único meio.

Ao longo de sua trajetória, recebeu importantes homenagens e reconhecimento por sua contribuição à cultura brasileira.

A mulher por trás da atriz

Na vida pessoal, Laura foi casada com Fernando Balleroni, também ligado ao meio artístico. Os dois se conheceram trabalhando e permaneceram juntos durante décadas.

Laura sempre manteve uma relação muito forte com a família. Mesmo com uma carreira extremamente movimentada, construiu sua vida pessoal longe dos grandes escândalos e manteve uma postura discreta.

Essa discrição também ajudou a formar a imagem de uma profissional dedicada exclusivamente ao seu ofício.

Uma carreira que atravessou oito décadas

Talvez seja impossível falar de Laura Cardoso sem mencionar sua impressionante longevidade.

Ela começou no rádio quando ainda era adolescente e continuou trabalhando quando já havia ultrapassado os 90 anos. Sua trajetória atravessou praticamente toda a evolução da dramaturgia brasileira.

Laura conheceu a época dos grandes estúdios de rádio, os primeiros anos da televisão, as novelas ao vivo, a chegada do videotape, a televisão em cores, a consolidação das grandes emissoras e a era das produções digitais.

Poucos artistas no Brasil tiveram uma trajetória tão longa e consistente.

Seu último grande trabalho em uma novela foi Matilde, em A Dona do Pedaço, em 2019. Mesmo depois disso, continuou sendo lembrada, homenageada e procurada por sua importância histórica.

Um legado que não termina

A história de Laura Cardoso é maior do que uma lista de novelas e personagens. Ela representa uma geração de artistas que ajudou a construir a dramaturgia brasileira praticamente do zero.

Quando Laura entrou no rádio, a televisão ainda não fazia parte da vida dos brasileiros. Quando começou a atuar na televisão, ninguém poderia imaginar que aquele novo meio de comunicação se transformaria em uma das maiores indústrias culturais do país.

Ela esteve presente em todas essas transformações.

Por isso, falar de Laura Cardoso é falar também da história do Brasil, da cultura popular e da televisão que durante décadas reuniu famílias diante da mesma tela.

Laura Cardoso deixa como legado uma carreira marcada pelo talento, pela simplicidade, pela dedicação e, principalmente, pelo amor à arte.

Mais do que uma grande atriz, ela se tornou um patrimônio da dramaturgia brasileira. Uma artista que atravessou gerações sem perder a capacidade de emocionar e que deixou personagens que continuarão vivos na memória do público.

Sua trajetória mostra que algumas carreiras não pertencem apenas aos artistas que as construíram. Pertencem também ao público que acompanhou, se emocionou e cresceu junto com elas.

Laura Cardoso é, definitivamente, uma dessas artistas.



Acima uma cena clássica de Laura Cardoso em mulheres de areia em 1993 

Atriz Glória Menezes tinha raízes familiares em Caxias e deixa legado na história da televisão brasileira




A morte da atriz Glória Menezes, aos 91 anos, nesta terça-feira (18), deixa de luto a televisão, o teatro e o cinema brasileiro. Uma das maiores artistas da dramaturgia nacional, Glória construiu uma carreira de mais de seis décadas e marcou gerações com personagens inesquecíveis. Mas, além de sua trajetória artística, a atriz também possuía uma ligação familiar especial com o Maranhão, especialmente com a cidade de Caxias.


Nascida em Pelotas, no Rio Grande do Sul, em 19 de outubro de 1934, Glória Menezes — nome artístico de Nilcedes Soares de Magalhães — mudou-se ainda criança com a família para São Paulo, onde cresceu e iniciou sua formação artística. Foi nos palcos e posteriormente na televisão que construiu uma das carreiras mais respeitadas da dramaturgia brasileira.


A relação com Caxias, porém, vem de suas raízes familiares. O avô da atriz, José Ferreira Guimarães Júnior, foi um importante industrial ligado à cidade e esteve entre os proprietários da antiga União Caxiense de Fiação e Tecidos, um empreendimento que marcou a história econômica de Caxias. Registros históricos e genealógicos confirmam a presença da família Guimarães no Maranhão e sua ligação com a cidade.


Essa história familiar ajuda a explicar uma visita que ficou registrada na memória de Caxias. Na década de 1970, Glória Menezes esteve na cidade acompanhada do marido, o também consagrado ator Tarcísio Meira. Fotografias registraram o casal em pontos históricos do município, entre eles o Morro do Alecrim e o antigo prédio da União Caxiense de Fiação e Tecidos, atualmente Centro de Cultura.


A presença de Glória em Caxias ganhou ainda mais significado justamente por sua ligação com o passado da família. A atriz, que se tornou conhecida em todo o Brasil, carregava em sua história pessoal as raízes de uma família que teve participação importante na vida econômica e social do município.


Por isso, neste momento de despedida, Caxias também pode olhar para a trajetória de Glória Menezes como parte de uma memória afetiva e histórica que ultrapassa a televisão. A cidade que recebeu a atriz ao lado de Tarcísio Meira guarda registros daquela passagem e mantém viva a história de seus antepassados.


Glória Menezes deixa três filhos e um legado artístico que atravessa gerações. Ao lado de Tarcísio Meira, com quem foi casada por 59 anos, formou um dos casais mais emblemáticos da história da televisão brasileira.


A despedida de Glória Menezes representa a partida de uma das grandes damas da dramaturgia brasileira. Para Caxias, fica também a lembrança de que, por trás da grande estrela nacional, existiam raízes familiares profundamente ligadas à história da Princesa do Sertão.


Glória parte, mas sua arte permanece — e sua história familiar continua fazendo parte da memória de Caxias e do Maranhão.

Morre Atriz Glória Menezes aos 91 anos no Rio de Janeiro

 


Glória Menezes, uma das maiores atrizes da televisão brasileira, morreu aos 91 anos nesta terça-feira (18/8). A atriz morreu em casa, no Rio de Janeiro, segundo informações da Folha de São Paulo.


Glória Menezes, nome artístico de Nilcedes Soares de Magalhães, nasceu em 19 de outubro de 1934. Aos seis anos, mudou-se com a família para São Paulo, onde concluiu os estudos e ingressou na Escola de Artes Dramáticas da Universidade de São Paulo (USP).


Ainda durante a formação, fundou um grupo de teatro amador chamado Jovens Independentes. Em 1959, realizou o primeiro espetáculo profissional, atuação que lhe rendeu o prêmio de Atriz Revelação em um festival promovido pelo diretor Antunes Filho.


No mesmo ano, estreou na televisão na novela Um Lugar ao Sol, marcando o início da trajetória dela na teledramaturgia.


Pouco depois, Antunes Filho a convidou para integrar o elenco da peça As Feiticeiras de Salém, trabalho decisivo em na carreira. Além do reconhecimento artístico, o espetáculo teve impacto também na vida pessoal: foi nos bastidores que Glória conheceu Tarcísio Meira, com quem se casaria e dividiria a vida por quase seis décadas.


Em 1960, a atriz foi convidada pelo cineasta Anselmo Duarte para integrar o elenco do filme O Pagador de Promessas, lançado em 1962 e vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes. No ano seguinte, protagonizou ao lado de Tarcísio Meira 2-5499 Ocupado, a primeira novela diária da televisão brasileira.


Ao longo da carreira, o casal estrelou diversas produções juntos, entre elas Sangue e Areia (1967), Rosa Rebelde (1969), Irmãos Coragem (1970), Espelho Mágico (1977), Guerra dos Sexos (1983) e Torre de Babel (1998).


Nos anos 1980, Glória Menezes também se destacou em Corpo a Corpo (1984), de Gilberto Braga. Ao longo da extensa trajetória na televisão, integrou ainda elencos de novelas marcantes como Deus nos Acuda (1992), O Beijo do Vampiro (2002), Senhora do Destino (2004), Páginas da Vida (2006) e A Favorita (2008), consolidando-se como um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira.






Fonte Petrópolis