A política brasileira é cheia de encontros, alianças e movimentos estratégicos, mas às vezes a conta parece realmente não fechar. Em um curto espaço de tempo, os mesmos prefeitos que estiveram reunidos com o governador do Piauí, Rafael Fonteles, ao lado do ministro Wellington Dias, do senador Marcelo Castro e do deputado federal Júlio César — que também é pré-candidato ao Senado — apareceram logo depois em outro encontro com o senador Ciro Nogueira. Tudo isso aconteceu em Brasília, centro das grandes articulações políticas do país.
Esse tipo de movimentação levanta questionamentos inevitáveis. Afinal, estamos falando de grupos políticos que, em muitos momentos, ocupam campos opostos no cenário nacional e estadual. De um lado, lideranças ligadas ao governo federal; do outro, uma das principais figuras da oposição. Quando os mesmos gestores municipais transitam com naturalidade entre esses dois polos, surge a dúvida: trata-se de pragmatismo político ou de falta de definição?
Prefeitos, é verdade, precisam buscar recursos e parcerias para seus municípios, e Brasília é o caminho natural para isso. Muitas vezes, eles não podem se dar ao luxo de manter apenas um canal de diálogo, pois as demandas das cidades falam mais alto que as disputas ideológicas. Nesse sentido, reuniões com diferentes lideranças podem ser vistas como parte do jogo político e administrativo.
Por outro lado, a população observa esses movimentos com desconfiança. Quando os mesmos atores políticos aparecem em lados aparentemente opostos em tão pouco tempo, a impressão que fica é de incoerência ou até de oportunismo. O eleitor, que acompanha essas agendas pelas redes sociais e pelos noticiários, começa a se perguntar quem realmente está alinhado com quem — e quais são os compromissos de fato assumidos.
O encontro em Brasília evidenciou justamente essa realidade da política brasileira: alianças nem sempre são fixas, discursos podem mudar conforme a conveniência, e a busca por espaço e influência muitas vezes fala mais alto. No fim das contas, a pergunta que permanece no ar é simples e direta: quem está sendo enganado — ou será que, na prática, todos já entenderam que na política os caminhos quase sempre se cruzam, mesmo entre adversários?
Esse tipo de situação mostra como a política é dinâmica, mas também reforça a importância da transparência. Mais do que participar de reuniões, os gestores precisam deixar claro para a população quais são seus compromissos, seus aliados e, principalmente, quais benefícios concretos esses encontros trarão para o povo. Porque, no final, o que realmente deve fechar não é a conta política — é a conta das necessidades da população.
Todo este questionamento acontece é porque este ano acontecerão eleições estaduais, onde terá vaga de dois Senadores. No campo governista o Governador Rafael Fonteles apoia a reeleição do Senador Marcelo Castro e tenta arrancar do Senado Ciro Nogueira, apoiando para sua cadeira o deputado federal Júlio Cesar.
Na oposição, o Senador Ciro Nogueira luta e reluta em busca de sua reeleição. Então, os prefeitos que estiveram em encontro do Gonvernador Rafael Fonteles garantindo voto para seus dois candidatos ao senado mentiram ou para ele ou para Ciro Nogueira.
A conta não tá fechando e alguém vai ser enganado nesta história.


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