quarta-feira, fevereiro 04, 2026

"A fé de Roseana tem me feito sentir coisas que eu desconhecia," diz Joaquim Haickel em artigo.



 Tenho acompanhado de perto a luta de Roseana Sarney em seu mais recente tratamento de saúde e, dessa experiência, tenho extraído uma quantidade inesperada de lições.

Há um efeito dessa exposição que preciso compartilhar. Algo que ela provocou em mim e que jamais imaginei experimentar dessa forma.

Fui criado na tradição católica. Minha mãe era profundamente religiosa. Deu-me valores, ensinou-me orações, transmitiu-me um sentido ético da vida. Mas não me formou como um homem religioso no sentido estrito. Ainda assim, deixou em mim a convicção de que existe algo maior, uma ordem que atravessa o universo, a natureza, o tempo e a própria existência. Algo que muitos chamam de Deus.

Essa convicção sempre esteve comigo, de maneira silenciosa, quase abstrata. O que mudou agora foi o gesto. Pela primeira vez em muito tempo, tenho rezado diariamente as orações que minha mãe me ensinou. Não por medo, não por barganha, não por obrigação. Rezo porque a luta de Roseana despertou em mim uma fé que eu não sabia possuir.

Eu creio nisso, e, por isso, tenho rezado diariamente aquelas mesmas orações que minha mãe me ensinou, para que Roseana vença essa batalha, para que ela se recupere e volte logo ao convívio de sua família e de seus amigos.

A fé de Roseana, ao se mostrar sem ornamentos, sem heroísmo, acabou me ensinando isso. Às vezes, acreditar não é afirmar certezas, é simplesmente sustentar esperanças, fé.

A fé de Roseana tem me feito sentir coisas que eu desconhecia

 

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