Em 12 de fevereiro de 2005, o Brasil foi marcado por uma tragédia que chamou atenção mundial. A missionária católica Dorothy Mae Stang, natural de Dayton, Ohio (EUA), foi assassinada em Anapu, no Pará, aos 73 anos, enquanto defendia pequenos agricultores, direitos humanos e a proteção da Floresta Amazônica. Ela trabalhava na região há décadas com comunidades rurais e era uma voz firme contra a grilagem de terras e o desmatamento.
O que aconteceu
Dorothy foi emboscada e morta com seis tiros por pistoleiros enquanto caminhava por uma estrada rural do Projeto de Desenvolvimento Sustentável Esperança (PDS Esperança), onde apoiava famílias de agricultores na luta por terra e sustentabilidade.
Antes de ser morta, ela teria levantado sua Bíblia e dito que aquela era sua única “arma”, um gesto que simboliza sua fé e compromisso com a justiça social.
Por que isso aconteceu
A missão de Dorothy de regularizar terras para trabalhadores rurais e promover projetos de agricultura sustentável irritou fazendeiros e grileiros — poderosos setores que queriam as terras para exploração. Sua atuação a tornou alvo de constantes ameaças na região.
⚖️ Responsáveis e Justiça
Investigação apontou que o assassinato foi ordenado por fazendeiros locais. Em 2013, o latifundiário Vitalmiro Bastos de Moura (Bida) foi condenado a 30 anos de prisão como coautor e instigador do crime.
Os homens que dispararam os tiros — Rayfran das Neves Sales e Clodoaldo Carlos Batista — também foram identificados e julgados pela Justiça.
Legado e impacto
A morte de Dorothy Stang expôs as consequências violentas dos conflitos por terra na Amazônia e a realidade dos defensores dos direitos humanos no Brasil. Sua história inspirou debates sobre reforma agrária, proteção ambiental e direitos dos trabalhadores rurais, além de ganhar atenção internacional.
Mais de 20 anos depois, a luta que Dorothy representava segue sendo lembrada como símbolo de coragem e resistência na defesa dos povos da floresta e da justiça no campo.

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