Na madrugada de 23 de junho de 1996, Paulo César Farias, conhecido como 'PC Farias', de 50 anos, e sua namorada, Suzana Marcolino, de 28, foram encontrados m*rtos em uma casa de praia localizada em Guaxuma em Maceió.
Paulo César Farias foi o tesoureiro da campanha presidencial do ex presidente Fernando Collor de Mello .
Ele havia sido figura central no escândalo de corrupção que levou ao impeachment do Collor em 1992.
À época das mortes, PC Farias respondia a processos judiciais e estava em liberdade condicional após cumprir parte de sua pena.
Os corpos foram encontrados na cama no quarto da residência, ambos com ferimentos no tórax provocados por disparos de arm* de f*go.
A cena, inicialmente, levou à suspeita de um crime passional, e a versão oficial apresentada na época foi de h*mic*dio seguido de su*c*d1o
Entre as hipóteses levantadas era de que em uma suposta crise de ciúmes, Suzana teria atirado em PC enquanto ele dormia e, em seguida, t!rad* a própria vid*.
Essa conclusão foi baseada nos primeiros laudos periciais e acabou sendo aceita pelas autoridades naquele momento.
No entanto, a versão rapidamente passou a ser contestada, isso porque a trajetória da bala, a posição do corpo de Suzana (indícios de defesa), a ausência de resíduos de pólvora nas mãos dela e a distância do tiro foram usadas para refutar a versão de su*c*d!o.
Assim outras hipóteses começaram a aparecer, como uma execução relacionada a disputas pessoais ou até queima de arquivo, considerando o envolvimento de PC Farias em esquemas de corrupção.
Nenhuma dessas linhas, porém, foi comprovada de forma definitiva.
Com o avanço das investigações, surgiram indícios de que o casal poderia ter sido vítima de um duplo h*mic*dio cometido por terceiros.
Em 2013, os quatro seguranças acusados de garantir a integridade física de PC Farias, o que, segundo a promotoria, não foi cumprido, foram a júri popular, mas acabaram absolvidos por falta de provas.
Apesar das suspeitas e das diversas análises realizadas ao longo dos anos, nenhum responsável foi identificado ou condenado pelo crime.
Sem provas conclusivas e com o passar dos anos, o caso acabou sendo encerrado sem uma solução clara.
Assim as m*rtes de PC Farias e Suzana Marcolino permanecem, até hoje, cercadas de dúvidas e controvérsias.

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