Ex-presidente da Associação Piauiense de Municípios e atual deputado estadual defende uma entidade apartidária, comprometida exclusivamente com os interesses dos municípios e de seus gestores.
Em um gesto de humildade, coerência e respeito à autonomia do movimento municipalista, o deputado estadual Gil Carlos (PT) afirmou à imprensa que não pretende declarar apoio a nenhum candidato na próxima disputa pela presidência da Associação Piauiense de Municípios (APPM). A posição do parlamentar chama atenção especialmente por sua trajetória de proximidade com a entidade, que ele conhece não apenas como ex-prefeito, mas também como ex-presidente.
Com experiência na administração municipal e na condução da própria APPM, Gil Carlos demonstra compreender a dimensão e a responsabilidade que a associação representa para os municípios piauienses. Para ele, a entidade precisa estar acima das disputas partidárias e dos interesses de grupos políticos, mantendo sua atuação voltada à defesa de todos os prefeitos e das demandas das administrações municipais.
Ao falar sobre o assunto, o deputado destacou a importância de preservar o caráter apartidário da instituição, defendendo que a APPM seja um espaço de união, diálogo e articulação entre os gestores, independentemente de suas filiações políticas ou posições partidárias.
A recomendação de Gil Carlos também foi direcionada aos ex-colegas prefeitos que demonstram interesse em participar da disputa pela direção da entidade. Na avaliação do parlamentar, o compromisso maior de quem assume a presidência deve ser com o fortalecimento do municipalismo e com a defesa dos interesses coletivos dos municípios.
A manifestação ganha relevância pelo histórico de Gil Carlos. Ele administrou São João do Piauí por dois mandatos consecutivos, entre 2013 e 2020, e presidiu a APPM no biênio 2017-2018. Atualmente, exerce mandato de deputado estadual pelo Piauí.
Sua decisão de não tomar partido na disputa demonstra uma compreensão institucional de que a APPM pertence ao conjunto dos municípios piauienses, e não a uma corrente política específica.
Mais do que uma declaração, a postura de Gil Carlos reforça uma mensagem importante para o municipalismo: a APPM precisa ser uma entidade de todos, com independência, equilíbrio e compromisso permanente com os municípios.
MUDANÇA NO ESTATUTO
A mudança foi proposta na gestão do então presidente Toninho de Caridade e aprovada dentro da reforma do Estatuto da associação.
O que mudou?
O mandato da diretoria permanece de dois anos.
Foi extinta a possibilidade de reeleição para o comando da entidade.
Também foi retirada a possibilidade de ex-prefeitos disputarem a presidência.
A proposta buscou ampliar a oportunidade de participação dos gestores municipais na direção da APPM.
A discussão já havia sido levantada em junho de 2024, mas a aprovação ocorreu em outubro, após nova assembleia.
Um detalhe importante: o Estatuto de 2018 permitia a reeleição, inclusive com uma única recondução do Conselho Diretor. A mudança, portanto, foi formalizada em outubro de 2024.

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