A manhã desta quarta-feira (10) não foi das mais tranquilas para o grupo político comandado por Neto Carvalho. A Polícia Federal deflagrou a Operação Fundo Oculto, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento ilegal de campanhas eleitorais nas eleições de 2024.
Entre os nomes citados nas investigações está justamente o prefeito de Araioses, Neto Carvalho, considerado por muitos o verdadeiro "coronel" político de diversos municípios maranhenses. A operação também alcançou o prefeito de Magalhães de Almeida, Nonato Carvalho, irmão de Neto e integrante do mesmo grupo político familiar.
Segundo a Polícia Federal, empresas contratadas por prefeituras eram utilizadas para receber recursos públicos que posteriormente seriam sacados em dinheiro vivo. As investigações apontam que as movimentações suspeitas se intensificaram durante o período eleitoral, chegando a quase R$ 10 milhões.
A Justiça autorizou buscas e apreensões, quebra de sigilos bancário e fiscal, bloqueio de R$ 4 milhões em bens e o afastamento de um servidor público.
Nos bastidores da política maranhense, o assunto dominou as conversas desde as primeiras horas do dia. Afinal, não se trata de qualquer grupo político. Neto Carvalho construiu ao longo dos anos uma ampla rede de influência, elegendo aliados, apoiando candidaturas e mantendo forte presença em diversas regiões do estado.
Além de comandar Araioses, Neto tem influência direta em cidades estratégicas da região. Em São Bernardo, a prefeitura é administrada por Chico Carvalho, seu irmão. Já em Santa Quitéria, quem ocupa o comando do município é Sâmia Moreira, esposa de Neto Carvalho. Embora São Bernardo e Santa Quitéria não tenham sido alvos da operação desta quarta-feira, o avanço das investigações aumenta a expectativa sobre os próximos desdobramentos do caso

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