Os dados divulgados pelo Atlas da Violência 2026 revelam que Parauapebas segue entre os municípios paraenses com elevados índices de violência letal. De acordo com o levantamento, o município registrou em 2024 uma taxa estimada de 27,4 homicídios por 100 mil habitantes, ficando acima da média nacional de 20 homicídios por 100 mil habitantes observada entre os 5.570 municípios brasileiros analisados.
O estudo, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), aponta que Parauapebas teve 79 homicídios registrados e outros três considerados homicídios ocultos, totalizando 82 homicídios estimados ao longo do ano. A população estimada do município em 2024 foi de 298.854 habitantes.
Os números colocam Parauapebas entre os municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes que apresentaram taxas superiores à média nacional de homicídios. Entre as cidades paraenses listadas no levantamento, Parauapebas aparece atrás de municípios como Marituba (55,5 homicídios por 100 mil habitantes), Altamira (41,6), Marabá (38,1), Itaituba (37,4), Paragominas (36,3) e Bragança (29,6).
Por outro lado, a taxa registrada em Parauapebas ficou abaixo de municípios paraenses como Belém (29,0), Castanhal (27,5) e muito distante dos índices mais elevados observados no país. A cidade cearense de Maranguape lidera o ranking nacional com 87,2 homicídios por 100 mil habitantes, seguida por Jequié (BA), com 79,4, e Maracanaú (CE), com 74,1.
O Atlas da Violência destaca que os municípios de porte médio, grupo no qual Parauapebas está inserido, apresentaram a maior taxa média de homicídios do país em 2024, com 24,1 mortes por 100 mil habitantes. O índice de Parauapebas, de 27,4, ficou acima dessa média.
Segundo o estudo, os municípios médios brasileiros concentram atualmente os maiores desafios relacionados à violência letal, superando inclusive as grandes cidades em alguns indicadores. A pesquisa mostra que a violência não está restrita às capitais ou regiões metropolitanas, atingindo de forma significativa cidades de porte intermediário.
Fonte :Portal Pebinha de Açúcar!