terça-feira, maio 05, 2026

SEGURANÇA HÍDRICA PARA O AGRO

Artigo escrito pelo ex Gonvernador José Reinaldo Tavares, atual Secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e Programas Estratégicos, do Governo do Maranhão.





O título mais correto seria segurança hídrica para tudo que o agro produzir. Estamos estudando um acréscimo no projeto que tem como objetivo principal dar segurança hídrica para São Luís e grande parte do estado, para levar água para a região do agronegócio em Balsas e outros municípios produtores de toda a região. As grandes fazendas, me disse Gisela Introvini, a grande benfeitora da região com a FAPSEN, que as grandes fazendas todas já irrigam o que é muito bom, mas não tem segurança hídrica que é o que terão com o sistema. Hoje são mais dependentes da estação chuvosa cada vez mais irregular.

Com isso cumpriremos com um dos maiores objetivoa do projeto que é dar todo a força para o agronegócio, para que possa ser um grande formador de riqueza do Maranhão, maior ainda do que já é, e quem sabe produzir novas variedades de produtos agrícolas. Mas ao desenvolver o projeto tomamos plena consciência da enorme repercussão econômica latente no projeto, o que o coloca em grande prioridade.

Levar água firme para toda a região de Balsas e Chapadinha seria uma mudança estratégica importante. A captação seria em Estreito com água regularizada e confiável. Em seguida através de adutora/ canal principal em direção a Balsas, atendendo Riachão- Tasso Fragoso na passagem com a construção de reservatórios reguladores intermediários em áreas altas. Também haveria uma rede secundária irrigando Balsas, Tasso Fragoso, Alto Parnaíba, Sambaíba, Riachão, campos agrícolas vizinhos.

Em uma etapa seguinte haveria uma extensão para eixo Baixo Parnaíba/ Chapadinha ou também uma conexão futura ao Itapecuru. O eixo principal seria Estreito, Carolina, Riachão, Tasso Fragoso, Balsas.

Esse eixo acompanha áreas de transição já favoraveise chega ao coração agrícola. Por que Balsas primeiro? Porque Balsas é um dos maiores polos agrícolas do Nordeste brasileiro, forte em soja, milho, algodão, sementes, e possivelmente agroindústria futura.

Com irrigação robusta teremos ganhos possíveis: 2ª safra mais segura; Produção mesmo em anos secos; milho de alta produtividade; Hortifrúti e sementes premium; Indústrias de esmagamento e ração; Valorização de terras; exportação maior.

A engenharia provável a ser feita no trecho Estreito- Balsas deverá usar adutora pressurizada em partes; canais fechados onde possível; bombeamento escalonado; reservatórios elevados. A distribuição agrícola deve ser feita com pivôs centrais, canais locais, redes cooperadas.

Assim, o objetivo estratégico será garantir “segurança hídrica permanente” para o maior polo agrícola do Nordeste, transformando o Sul do Maranhão em: Hub de produção irrigada de alta produtividade, plataforma exportadora de grãos e derivados e base para agroindústria e bioenergia.

Área irrigada inicial: 250 a 350 mil hectares, a expansão futura poderá chegar a 500 mil hectares. A produção adicional poderá chegar a 1,5 a 2,5 milhões de toneladas/ano.

Retorno e valor: Aumento expressivo do PIB agro do Maranhão; valorização fundiária relevante; geração de empregos diretos e indiretos (>100 mil); Forte atração de agroindústrias; esmagamento de soja; ração animal; etanol de milho; biodiesel.

Engenharia de alto nível: Extensão ~310 km m; vazão inicial : 10 a 15 m³/s; Expansão: até 25 m³/s; sistema híbrido: bombeamento escalonado e por gravidade onde possível.

Reservatórios: 3 intermediários e um regulador em Balsas. Exportação via Porto do Itaqui e no futuro Porto de Alcântara que passa a ter a maior prioridade. Conexão com a Ferrovia Norte Sul e corredores rodoviários das BRs 230 e 010.

O Modelo de Negócio poderia ser por PPP (Parceria Público-Privada), ou outro.

Participantes Governo estadual, produtores agrícolas, Fundos de Infraestrutura e Bancos (BNDES, multilaterais).

Estratégia Racional: Água onde gera riqueza imediata; retorno econômico rápido; baixo risco hídrico (fonte regularizada); escalabilidade natural; base para indústria verde futura.

Com água garantida, o Sul do Maranhão se transforma em um dos maiores polos agrícolas irrigados do Brasil, com escala, previsibilidade e forte vocação exportadora.

Voltaremos ao assunto.


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